Por Bernadete Almeida*
Dentro do debate em torno da atuação sustentável por parte das empresas , a emergência da perspectiva do engajamento de partes interessadas como uma de suas dimensões centrais foi sobretudo potencializada pelo processo de intensificação da mobilização social, em decorrência dos processos históricos já abordados em outros capítulos, como o movimento da contracultura no final dos anos 60 e no caso do Brasil, a redemocratização nos anos 80 , para ficarmos em dois históricos divisores de águas. No entanto, é importante lembrarmos que embora a visão participativa - que permeia o modelo de gestão que tende a considerar mais amplamente os interesses dos stakeholders, compatibilizando-os com o dos acionistas - seja uma tendência em ascensão, se configurando como paradigma atual nas empresas , existem contrapontos e críticas a esta perspectiva , especialmente por parte dos que advogam um modelo de governança corporativa ainda fortemente voltado aos acionistas, entre estes, o polêmico economista Milton Friedman.